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VERSOS SALGADOS
Há no meu corpo ousado um mar imenso,
Sem ondas, tempestades, turbulências,
O cheiro a maresia é o incenso,
Perfume para algumas consciências!
A água é mais azul e transparente,
Mostrando a minha alma sem segredos,
Num sal que se transmuta de repente,
Tão doce como a polpa dos meus dedos!
E basta uma pitada deste sal,
Que ponho nas palavras como tema,
Para que do meu mar intemporal,
Renasça o condimento dum poema!
A boca que o prova sente o gosto,
Mastiga cada verso, cada rima,
E sente nesta brisa de sol posto,
Aroma refrescante a doce-lima!
Assim neste meu mar vou bolinando,
Levando no meu peito desfraldados,
Poemas que são velas abraçando,
Poetas, nunca dantes,... revelados!!!
Fernando dos Santos
25/8/2002
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