Na Quinta dos Sonhos,
Já não há medronhos,
Nem amoras bravas.
E nos velhos bardos,
Só há sonhos pardos
E mudas palavras!
Pararam as horas,
E as doces amoras,
Tão negras, silvestres.
São recordações,
De grandes paixões,
Com lírios campestres!
Mas recordo ainda,
Nesta tarde infinda,
Quando tu e eu.
Unimos as bocas,
Frementes e loucas,
Nos levando ao céu!
Os anos passaram,
Mas não me levaram,
Do sonho as amoras.
Mas nos dias pardos,
Acerados cardos,
Picam a desoras!
Já não volta atrás,
O tempo que faz,
Veloz como o vento.
Só a recordar,
O posso parar,
No meu pensamento!!!
Fernando dos Santos
15/9/2002