O
PESO DA CONSCIÊNCIA
Na tua amarga boca tens lembranças,
De beijos que causarem descaminhos,
Na noite em que desfiz as tuas tranças,
E aquietei teu corpo com carinhos!
Porque falas agora de arrepios,
No silêncio de luas confidentes,
Quando os dois provocámos desafios,
Nos corpos que se amaram,...impudentes?
Não fales de loucura e desatino,
Nos lábios sequiosos de mais beijos,
Tu foste quem traçou o teu destino,
Secando a minha fonte de desejos!
Agora só te resta adormecer,
As memórias que guardas da saudade,
Porque o tempo não vai retroceder,
E os sonhos,... são desvãos da mocidade!
Nos versos não há conchas rumorosas,
Quiçá, taquicardia da ausência,
Nas noites que tu passas, dolorosas,
Culpando a tua própria consciência!
Fernando dos Santos
19/9/2002