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SOU FILHO DA NOITE ESCURA!
Vejo da minha janela,
Brilhando no céu escuro.
Pequenina, tão singela,
Será finalmente aquela,
A estrela que procuro?
Mas como vou alcançá-la,
Se nada vejo na rua?
Gostava de apanhá-la,
E no meu peito guardá-la,
Para envergonhar a Lua!
A Lua que me rejeita,
No auge do seu luar.
Mas sem pudor me espreita,
E de prazer se deleita,
Se me vê a tropeçar!
Por isso tendo no peito,
A minha estrela singela.
Eu sentiria o efeito,
De lhe mostrar por despeito,
Que posso viver sem ela!
E sem a Lua brilhando,
Sorridente lá no céu.
Continuava sonhando,
Com estrelas derramando,
Sobre mim,... oculto véu!
Sou filho da noite escura,
Caminho às apalpadelas.
Mas a noite tem ternura,
No silêncio que perdura,
Lá no céu,... junto às estrelas!!!
Fernando dos Santos
20/8/2002 |