TE CHAMAM MULHER!
E como tu há tão poucas
Imprevistas no sentir
Amantes da vida, loucas
Capazes de seduzir!
Nos versos que escreves cada dia,
Nos silêncios de noites perfumadas
Que alimentam a minha fantasia,
Em noites que não têm alvoradas!
Te chamo de mulher, corpo vibrante,
Nos teus sedentos lábios me descubro,
E mulher te sentindo num instante,
Meu corpo se incendeia e fica ao rubro!
Com os corpos fundidos num abraço,
Seremos um poema sem rimar,
Te chamo de mulher e me desfaço,
Nas águas agitadas do teu mar!
02-07-02
Fernando dos Santos