Afinal é mesmo assim...        Fernando dos Santos  -  Lisboa

 

 

AFINAL É MESMO ASSIM



Já não há Primavera para mim,
Agora sou Outono de cores quentes,
Não tomo como outrora o freio nos dentes,
Nem rasgo o teu vestido de cetim!

Mas a vida, afinal, é mesmo assim,
Diz-me só o que pensas, o que sentes,
Porque amor, nada impede, que não tentes,
Fazer do meu Outono, o teu jardim!

E juntos, sobre as folhas, lado a lado,
Nas curvas do teu corpo, com cuidado,
Tentarei dar um ar de Primavera.

Mostrar-te no jardim, que sou o dono,
Da frescura que tem,... o meu Outono,
Já que o sonho, não é, uma quimera!



Fernando dos Santos

 

 

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